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Chili

Fazia tempo que queria experimentar uma receita de chili. O dia foi hoje. Havia feijão e uma ameaça de comê-lo à moda da semana. Ah, não. Nestas horas, em que meu almoço de sábado é ameaçado com algo trivial, o espírito da chef é obrigado a baixar no terreiro da cozinha.

Fim de semana tem que ter gosto de novidade.

O chili ficou ótimo. Fácil e prático de se fazer. Mas é um prato para quem é fã de pimenta. De muita pimenta. :) No México, o chili é comido como petisco. No Brasil, acho difícil colar, posto que feijão tem cara de almoço. Por isto resolvi fazer no meu.

Orgulhosamente, ao colocar o prato na mesa, ouvi do irmão o desaforo: “FEIJÃOOO?? Ah, eu quero salada também”. A cunhada deu muitas risadinhas pelo pedido descontextualizado. Mainha levantou-se da mesa para atender ao pedido do caçulinha: “Eu bem que disse… “

E eu ri, complacente com aqueles estômagos pouco afeitos ao trivial revisitado.

O clima mexicano foi ameaçado por aquela salada e pedaços intrusos de um resto de lombo que mainha ressuscitou da geladeira e que ninguém comeu.

Ao começarem a comer, todos os narizes retorcidos para o meu prato, todo o desdém se foi à medida que o ardor da pimenta malagueta se apossava das nossas gargantas.

:)

Creio que mainha não curtiu muito aquela pasta apimentada, mas os demais embarcaram na experiência.

Acho que faço de novo.

 

 

 

Não que meus últimos pudins tenham desandado, mas eu sinto do fundo do meu coração gastronômico que ainda não encontrei A RECEITA do pudim perfeito. Aquele que você come achando que adentrou as portas do paraíso. Eu sou uma apreciadora de pudim. Um doce prosaico, que qualquer desavisado é capaz de fazer. Mas pense numa sobremesa que agrada a gregos e troianos?

Não há um sujeito que não se derreta perante a visão de um lindo pudim à mesa. Eu me acabo e me entrego aos pudins e suas variações. Bolo pudim, pudim de padaria, pudim de leite condensado… Mas ainda não descobri aquele pra chamar de meu.

Enquanto eu sigo com as minhas experiências, o povo aqui de casa segue reclamando e engordando… É muita sacanagem testar doces durante os dias úteis. :P Gostosuras ficaram para os fins de semana.

Sei não, minha alma ainda anda em conflito. Minha obsessão por saúde afeta muito o meu lado gourmet… Por isto abandonei a cozinha por tanto tempo. Mas tudo é tão gostoso. Tão lindo. Por que não ser feliz ao menos nos fins de semana?

A felicidade que há num bolinho, num penne carregado de molho…. Oh, Deus! Dai-nos saúde que livros eu tenho para cozinhar por um século. :)

Eitaaa… Nem acredito que retomei as rédeas do meu fogão. É isto aí, galera comedora. Que se abram as portas da cozinha! Ha hay!  A mamãe aqui voltou a cozinhar. Depois de 2 anos, acho que conseguirei conciliar as minhas duas grandes paixões: a corrida e a gastronomia.

Talvez esteja empolgadinha demais com a minha nova aquisição. Um livro incrível de sobremesas que ganhei de presente da mama:  Baking Step by Step. São tantas emoções. Profiterores, cheesecakes, fudge cakes! Ai, como é bom extravasar este espírito de gorda nesta paragem, enquanto no meu blog ao lado,  só falo de coisas saudáveis. hihihi

Aqui é o meu Lado B, o mais gostoso, que escorrega na tentação da manteiga. A propósito, porque há tanta manteiga na pastelaria? Deus é mais! Eu confesso que depois de suar na corrida, fico com uma colher atrás de usar um pote inteiro de manteiga com chocolate para fazer os fudges.

Dá medo. Mas se não aguenta, come salada. Se eu pretendo retomar o blog culinário, tenho que cozinhar as receitas com a gordura necessária que pedem os chefs. O livro é lindo, totalmente ilustrado.  A verdade é que minha empolgação toda é por estudar e fazer as receitas, mas não gostaria tanto de comer. Somente provar e achar delicioso. :P

Preciso urgente de comensais a fim de entupir suas artérias em troca de viagens gastronômicas inesquecíveis. A vida, afinal, é uma viagem e a gente, como dizia o poeta Leminski, só está de passagem.

Queria que baixasse um espírito empreendedor em mim e eu conseguisse abrir um café a fim de compartilhar com o mundo esta paixão.

Mudança

Mudei-me para o bora21.wordpress.com

Escolhendo Livros

Nos últimos meses de 2010, andei errando a mão para escolher livros(salvo os russos, óbvio). Dediquei algumas horas de leitura ao que havia de novo no mercado. Ai, que perda de tempo e dinheiro. Tanta estupidez saindo das páginas e penetrando o meu cérebro que preciso de muito Balzac, muito Tchekhov para zerar os malefícios dos modernosos. Começo 2011 lendo mais um livro xexelento de 500 e tantas páginas. O que djabo esta pessoa tem tanto a dizer? Nas primeiras páginas a autora já se mostra uma fanfarrona de primeira, mastiga tudo e bota na minha boquinha, sabe-se lá que espécie de ignorante sou eu, não? Que agonia, que saudade de Dostô.
Lembrando-me de quanto eu errei, comecei em paralelo Os Demônios, um romance não tão badalado quanto Os Irmãos Karamázov e Crime e Castigo, mas ao que parece, igualmente genial de Fiódor. Finalmente pude deitar e rolar pelas páginas com o conforto de estar entregue a uma boa prosa… E rir! Porque de vez em quando Dostô nos presenteia com uma pitada de humor.
Neste feriado de fim de ano, foram mais de 200 páginas lidas de ambos os livros. Suspeito que em 2011, continuarei desvirtuando os meus caminhos com alguns atropelos literários. Estou indo agora à livraria dar uma ollhada no Do que eu falo quando falo de Corrida de Haruki Murakami.

Natal.

Ainda às voltas com o menu para a ceia natalina. Mas uma coisa é certa: repetirei o peru e a calda de frutas dos últimos dois anos. Concentro-me tanto na ave da vez, que sempre relevo o chester a segundo plano…. Pretendo dar uma estudada na minha bibliografia gastronômica, talvez encontre uma receita que o valorize mais.

Quanto aos acompanhamentos, acho que substituirei a salada de batata com nozes do ano passado por uma Waldorf. Ou quem sabe farei as duas coisas? Hummm Delícia. Estou me animando. Falar de comida anima bastante o meu estômago. :P

Eu adoro o Natal. Sou cristã e fui criada numa família super natalina que segue todas as tradições. Monta-se árvore com luzinhas piscando, presépio, prepara-se jantares para os parentes, troca-se presentes, risos e muito afeto. Natal é mesmo uma festa familiar, para se passar com as pessoas que se ama. Eu tenho sorte de ter à minha mesa todas as pessoas que importam para mim.

Muita responsabilidade preparar uma festa que agrade a todos. Não nego que sempre rola um medinho do peruzão. Mas as técnicas culinárias do Cordon Bleu me dão mais segurança. Uma cozinheira alfabetizada é tudo. :D

A trabalheira é grande, mas eu não abro mão de nada, de nenhum detalhe. Da escolha do arranjo para o guardanapo até a sobremesa. Tuuuudooo meu. :-)

Ahh.. Este ano farei uma variação do tradicional bolo de frutas. E a sobremesa ainda não decidi! Mas levará pêssegos. Ho Ho Ho

E como preparo para comilança que virá, pretendo fazer um treino longo. E espero aguentar bem, após 3 vergonhosos treinos após o "destreino".

Feliz Natal! :-)

Ficou assim…

Se eu tivesse tido mais tempo e paciência ficaria melhor… Mas eu gostei do que vi. :-)

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