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Archive for agosto \31\UTC 2010

Diz o dito popular: quem quer bem feito, faz; não manda fazer. Mas há certos dias da semana que eu mando que façam, nestas ocasiões eu me sento e espero pelo que virá. Travessura ou gostosura? Na última sexta-feira, o La Cuisine me aprontou uma bela de uma travessura. Gosto de lá, confesso. O ambiente é agradável, as músicas são ótimas e os pratos não costumam decepcionar… Mas o pesto que me serviram foi piada. Segundo meus estudos e prática na gastronomia italiana, o legítimo pesto deve levar ao menos um pouco de parmesão ou pecorino… Mas o que o La Cuisine ofereceu-me como “pesto”, foi uma erva seca (e não identificada) banhada no azeite, sem nenhum, nenhumzinho cheiro de queijo. Os wraps de rúcula, tomate seco e búfala vieram afogados neste azeite de palha… Porque aquilo não era manjericão… Aquilo eu não sei o que era… Decepcionou-me.
Chamei o garçom e me queixei. Recebeu a crítica com mal humor. Eu até diria contrariado, fez beicinho e disse : “sempre foi servido assim”. Rá Rá Rá.
Seria uma piada se não fosse um acinte. Tive que engolir o pesto e a falta de etiqueta do garçom. Que indigesto, hein? Um lugar tão bacana que até então, eu gostava de frequentar. Não vou dizer que não voltarei, mas deixo aqui o meu manifesto contra a falta de cuidado com o atendimento e com este prato.

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Dia de Segunda…

Creio que, finalmente, peguei a manha das geleias. Doçaria sempre me deu medo, devido aos seus melindres dos pontos de calda. Meu termômetro culinário sumiu e eu tenho que fazer o teste tradicional com a colher pau, onde se verifica a consistência de doce desejada…
Teste de ponto de calda não é para os fracos. Não é coisa que se acerte de primeira, a não ser que sejamos uma reencarnação de algum espírito das cozinhas portuguesas. Se não temos quem nos ensine, somente a prática nos leva à beira da perfeição. Ando estressada por estes dias… E a angústia de não viver de criação, leva-me à cozinha. Lá eu produzo, exercito um pouco o lado do meu cérebro preferido.
Hoje é segunda, estou de volta à seriedade do meu ofício, depois de um animado fim de semana de vinhos e vícios culinários. Eu deveria ter nascido rica. Não há salário que dê para tantos mimos e compensações para o meu espírito agrilhoado à vida que “escolhi”. Hoje precisei dos violinos de Vivaldi para me animar. Saudade da sutileza dos suflês e pudins… Embora deva confessar que meu pudim de ontem xoxou… Fui estrear uma panela de banho-maria, mas coloquei pouca água… O resultado foi o cheiro de alumínio queimado pela casa e um pudim desmoronando no prato… Foi um feinho gostoso que  não durou nem uma hora intacto. Nem fiquei com raiva. Foi engraçado… 😉

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Domingo.

Quase 15 h da tarde. Ouço Edith Piaf, tomo um resto de vinho da geladeira e espero o suflê de batatas e parmesão crescer. Como sempre, o almoço de domingo sairá tarde. Bem tarde. Mas quem tem pressa quando se espera para comer bem? Pela cozinha já passaram a cunhada, a irmã e a mama. Os homens não entraram aqui nem para tomar água. Talvez com medo de prestar algum serviço à cozinheira.

Enquanto mainha reclama do horário , comme d´habitude, eu aumento o volume e canto La vi en rose… 😉

Já preparadas, as berinjelas do livro novo Silver Spoon. O recheio ficou uma delícia… E a apresentação do prato é ótima, já que se tira a polpa, refoga-se como a um ratatouille e depois as preenche com ovos batidos e parmesão. Alterei a receita acrescentando umas colheres de molho de tomate.

Hum… O suflê subiu…. Devo terminar este post já que vamos servir o almoço… Mama já se irrita…

A Nova experimentação de cheesecake de doce de leite nos aguarda na galadeira…. Voilà!

Adieu! 🙂

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Animadíssima com o meu primeiro livro de receitas totalmente em inglês. Tinha uma certa preguiça de traduzir alguns termos técnicos e utilizar conversão de medidas… Mas tive que me entregar aos livros internacionais. Não posso limitar os meus cozidos e assados às traduções macarrônicas que chegam por aqui. A oferta de livros em inglês é imensa e eu preciso expandir os meus domínios.

Na hora da compra, fiquei em dúvida entre dois clássicos da culinária mundial: Silver Spoon e I know how to cook. Acho injusto ter que escolher entre a Itália e a França se sou apreciadora da comida de ambos os países. Já que a minha censura financeira, meu alter ego freudiano não costuma ler o meu blog,eu posso dizer que ficarei com os dois. Um já está em meu poder, o Silver Spoon italiano… E eu já curto as variações em inglês para a palavra mexer e aquela infinidade de sauces – marinades – flavored butters que representa o primeiro capítulo.

Livro novo, vontade nova de me dedicar às panelas. Quando a gente quer, qualquer desculpa serve. Lamento ainda não possuir uma panela de cobre, ainda que tenha descoberto que proibiram os mineiros de preparar as suas comidas nelas. Mas sou pernambucana, do Recife prateado… E posso.

Ainda não escolhi a receita de estreia do livro… Mas domingo saberei.

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Brinquedo novo

Chegou minha torradeira. Mais uma compra influenciada pelas cozinhas de filmes americanos. Decepcionei-me um pouco porque as torradas não saem completamente da máquina quando prontas.. Não dão aquele pulo animado, como se adquirissem vida… Mas dão um pulinho xoxo… E às vezes, tem-se que tirá-las apenas por uma cabecinha do pão… correndo o risco de se queimar.
Esquecendo este detalhe, o sabor e a textura do pão torrado desta maneira são excelentes. Minha mãe adorou. Corre-se o risco sério de aumentar a conta na padaria.

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Adoro morangos. Dão-me apetites e ideias. A cor é linda , viva, estimulante… E o sabor azedinho combina muito bem com os doces… Ontem Tia Zita comprou-me 1 kg da frutinha para que eu preparasse uma geleia.  Mas antes que eu deixasse a sua casa, preparou-me uma boníssima salada para o jantar… Temperada com nada mais nada menos que o seu antepasto de berinjelas caprichado no azeite de alho. Ah… Que alegria a minha diante daquele prato colorido de delícias. Devo me render… Eu gosto de salada. Gosto de comer gostoso, à vontade e sem culpa.

Enquanto voltava para casa, pensava em desistir da corrida (treino às terças e quintas)… Mas as músicas novas no Ipod me deram a coragem que precisava para vencer a  a preguiça e o vento frio na praia. Corri meus heróicos 60 minutos.  Ao fim, a felicidade por ter resistido ao processo de autosabotagem durante os 5 minutos iniciais. Eu venci… 😉

E venci duas vezes em uma só noite… Porque a preguiça também quis reinar na hora de preparar a geleia… Mas desta vez o estímulo foi o medo dos morangos apodrecerem. Estavam madurinhos, pedindo para serem comidos. 23 horas e estava eu e a mama retirando espuma no panelão… Com receio de perder o ponto ideal… Ouvindo coisas do tipo… “Não se preocupa, se a geleia ficar dura, a gente come cocada de morango…”  Haha Adoro senso de humor.

O bom mesmo foi fazer o “teste gourmet” da geleia com os colegas de trabalho… Adoraram. Gemeram. Elogiaram. Rendeu-me, inclusive, mais uma proposta de casamento… 😉 Além de uma ameaça de morte devido a um regime quebrado.

Feliz.

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Ainda que o meu italiano se reduza a meia dúzia de palavras aprendidas nas óperas, ousei fazer um almoço à moda da Itália, com pães e pastas. Ousadia virou meu sobrenome em matéria de gastronomia. Eu desmistifico pequenas e arraigadas lendas da cozinha, trato pão sem cerimônia – embora que com respeito… Sovo, bato, amasso e por fim…. Dá certo…. Em se sovando, tudo dá.  E céus… Que coisa linda e cheirosa que é pão saidinho do forno na hora. Acho que vou inaugurar uma padaria dominical. Prepararei meu pão da semana(desconfio que não durará tantos dias assim….)

Neste almoço especial em homenagem a uma tia que recupera a sua saúde, fiz focaccia com tomates secos, sal grosso e alecrim. Usei uma receita que circula pela internet de Olivier Anquier… Nossa… Eu adoro fazer pão. É sempre intrigante aguardar com expectativa se do forno sairá um pão ou uma pedra. Mas quem tem São Lorenzo e São Benedito abençoando a cozinha, há que ser sempre otimista. Preciso associar os meus santos aos meus inusitados e frequentes acertos.

Sempre(ou quase) consigo fazer tudo que planejo, graças a participação solidária das tias, tios, irmãos, cunhada ou qualquer pessoa que pise na cozinha. Pisou, ferrou – costumo dizer – junto com um pedido melífluo de: quebre aqui estas nozes, pique aqui estes tomates, derreta esta barra de chocolate… Assim o feitiço se faz… Com várias mãos amigas colaborando. 🙂 Adoro cozinha solidária… 🙂 Fica divertido….

Este domingo foi uma orgia gastronômica. Comemos muito, bebemos e fizemos a convalescente sorrir. É o que importa.
Foi tudo ótimo. Uma ressalva para a tentativa de reproduzir a cheesecake de doce de leite da Cheesecake Café… O sabor do doce de leite sumiu. Passou longe. Terei que fazer de novo com outra marca de doce… Ou talvez aumente sua quantidade e diminua a de cream cheese. Veremos.

Fim de festa

Fim de festa

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