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Archive for outubro \29\UTC 2010

A saga do pesto continua

A segunda vez que tentei comer pesto nesta cidade, sem ser esmagado por esta mãozinha que vos escreve, foi nova experiência decepcionante. Mas desta vez, pasmem, meus dois ou três leitores ocasionais… O pesto não compareceu na entrada de um chef grifado. E querem saber? Não vou guardar esta informação somente para mim… O Porto Ferreiro do Shopping Recife ousou me servir uma entrada de "mandioquinha, charque e pesto" sem o pesto. Que hilário, não? Pede-se pesto e tem-se o nada. O mais engraçado foi perguntar a um garçom… "Cadê o pesto?" e ouvir a resposta: "tá por aí, misturado". Rá. Como a esperança é última que morre, remexi no purezinho com um garfo à procura do pesto perdido e, óbvio, não estava lá. Chamei outro garçom e prestei nova queixa. Desta vez ouvi um embaraçado pedido de desculpas pela ausência de um dos principais ingredientes da entrada.
Eu não entendo o que há com estes restaurantes de Recife que tratam os clientes como ignorantes. Mais respeito! Quando eu peço manteiga de alecrim, eu não quero comer manjericão. Quando eu peço filet em crosta de Prima Donna, não queimem a carne. Não sei se seria o caso de andar com um nariz de palhaço na bolsa, para estas ocasiões. É preciso dizer que se eu escolho um restaurante bacana eu quero comida impecável e tratamento idem? Nossa… Peca-se muito aqui nestes dois requisitos. Uma vergonha inadimissível. :-/

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Bolo de Laranja Incrível

Ontem descobri que amo velocidade. Que sensação boa, que vibe… Não tem preço os benefícios da corrida. Com os hormônios da alegria ainda a correr pelo sangue, resolvi fazer um bolinho. Não… Eu não vou chamar este bolo de bolinho porque esta receita é fantástica… Ou como a divulgadora da receita diz… Incrível. Ela tinha razão…. E eu, uma pessoa hiperbólica de alma completamente barroca, sou bastante influenciável por adjetivos. E cá para nós, somente um "incrível" associado a bolo de laranja me faria executar a receita de algo que tomo por trivial. Mas que delícia… Que ninguém se engane que o simples é muito, muito gostoso. Acho que foi a maior receita de bolo que já fiz depois do Souza Leão. Meio quilo de trigo, de manteiga e de açúcar. Nossa… Uma bomba calórica daquelas que fazem a gente morrer… Mas por amor. O bom mesmo… Ou melhor… o ideal a se fazer num caso de receita gorda destas, é distribuir as calorias entre as pessoas próximas. Ahh como é bom levar aconchego para os estômagos alheios… Adoro. 🙂
Trouxe este bolo para o trabalho. Eu deveria ter filmado a reação dos colegas. Não esperaram pela faca e trucidaram, estupraram o bolo com uma régua. Cortaram pedaços monstros com uma gula de fazer corar glutões. Uma selvageria hilária e chocante mas que alegra qualquer cozinheira. 🙂
Feliz.
🙂

PS. Receita tirada do blog Technicolor Kitchen.

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Hummss

Muito estressada hoje com certas contrariedades. Quando me sinto assim, preciso correr ou cozinhar. Hoje não é dia de corrida, logo, preciso dedicar-me às panelas. Esquentar minha barriga no fogão amigo e esquecer que existem coisas que fogem ao nosso controle.
Hoje é dia do macarrão. Hummmm Poderia preparar uma massa bacana e tomar com vinho. Mas hoje é segunda… Dia oficial das dietas. Mas eu? Será que eu preciso me privar deste prazer? Eu preciso de um agrado. Eu quero é me enrolar na massa do fusilli… Afogar as mágoas numa taça de vinho de 8 cm. Hoje é um bom dia para testar o molho de tomates com gengibre. Ou quem sabe um molho com cogumelos? Quero "hummms" em substituição aos meus "snifs".

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Eu adoro o bolo de tapioca da São Braz, cafeteria recifense. Este final de semana, tentei reproduzi-lo em minha cozinha. No meio do processo, quando já me gabava antecipadamente do sucesso, mainha se lembrou que nunca ninguém na história desta família havia acertado esta receita. Da última vez, quando ela tentou, virou o que aqui se chama pelas feiras de "grude". GRUDE, repito, era tudo o que eu não queria que o meu bolo virasse. Comecei a olhar com certa desconfiança para massa que crescia bonita na fôrma… Mas no fundo do coração sem humildade, eu imaginava que meus santos de devoção não me abandonariam nesta hora… E não abandonaram. O bolo vingou. Não "grudou"… Mas… Ainda não é o bolo de tapioca dos meus sonhos. Achei que levou líquido demais e a massa ficou meio mole… O gosto do leite de coco se sobressaiu aos demais sabores. Há a necessidade de se ajustar esta receita . Minhas últimas pesquisas me deixaram em dúvida se o que eu quero é um bolo ou um cuscuz de tapioca. Suspeito que seja um cuscuz, posto que não vai ao forno e não leva trigo. Descobri que o cuscuz se faz com água ou com leite, à escolha do freguês… Hummm.. E agora? Não aguento esperar o fim de semana para testar esta receita novamente. Será que o bolo/cuscuz da São Braz leva leite? Por que esta receita não está no Comida & Tradição? Snif.
Ah… Os melindres dos doces…. É preciso ter paciência e insistir para se chegar ao ponto ideal. Eu sou apaixonada pela doçaria pernambucana… Mas respeito as suas complicações.

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Ontem, após correr alguns km na areia fofa da praia e suar mais do que pano de cuscuz, senti uma vontade louca de comer bolo de tapioca com leite condensado. Na verdade, a vontade não era tanto de comer, mas de fazer. Que coisa mais gostosa e prática é um bolo que nem ao forno vai. É pá pum. Dá pra fazer até às 22 horas da noite, horário em que, finalmente, posso me dedicar a culinária. É…. Tá difícil tirar a Le Creuset do armário… Desde que comecei a minha vida de atleta, meu tempo para me dedicar às panelas ficou bem reduzido. Trabalha-se o dia inteiro, corre-se à noite e cozinha-se tarde… Bem tarde.
Pior é quando tenho que sair para buscar ingredientes. Ontem a farinha de tapioca estava em falta na minha casa e em 2 mercados. Raios. Falta de sorte. Se fosse 10 da manhã eu reviraria o Recife… Mas à noite e pós-corrida o cansaço bateu…. E a fome ficou monstra.
Após a peregrinação infrutífera nos mercados, senti um vazio no estômago que precisava ser preenchido imediatamente. Era um deserto… A comida toda tinha se esvaído na corrida. Se alguém gritasse dentro da minha boca faria eco no oco. Lembrei-me de um cachorro faminto que uma vez, uns donos malvados abandonaram preso. O bichinho uivava, uivava até que eu de longe imaginei que era fome e fui alimentá-lo. Ontem, eu uivei lembrando-me dele. Pensando como é ruim sentir fome. Ainda bem que eu não estava presa e minha dona estava do meu lado me oferecendo um pãozinho amigo, recém comprado. Oxe, mainha. 🙂

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