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Nice Try Cake

Fazer o tal do Bolo Xadrez tornou-se uma Odisséia. Mas, ao contrário de Ulisses, não tive ajuda mitológica nos cálculos milimétricos. Tive que me valer dos meus santos católicos, São Lorenzo e São Benedito, que regem minha cozinha, para obter uma simetria que não me cause vergonha pública.
Após às 23 horas e um treino de corrida na areia fofa, estive às vias de desistir da empreitada homérica. Muito, mas muito trabalhoso . Eu diria que entrou para o top 3, junto com o Bolo de Rolo e o Souza Leão, conseguindo o primeiro lugar por conta da lógica matemática.
Minha mãe teve razão quando , quase cochilando , chamou-me de louca. Disse, cheia de sabedoria maternal, que eu deveria fazer escolhas. Ou corrida ou culinária. Eu, como geminiana típica, sempre acho que posso fazer muitas coisas ao mesmo tempo. E me dar bem em todas elas. Ontem, confesso, eu quase vacilei nesta confiança… O cansaço por pouco não me derrubou.
Neste exato momento, em que o bolo ainda não foi aberto(será daqui a 1 hora), não posso dizer se levei xeque-mate. Mas por via das dúvidas, trocarei o seu nome de Black and White Chocolate Park Avenue Cake para Nice Try Cake…

Bolo Xadrez

Completamente seduzida pela ideia de preparar um bolo xadrez. Este pensamento tomou conta do meu ser desde que Carlota me atiçou os brios culinários. Estávamos num café no Paço, num de nossos encontros (raros) para trocar informações literárias, fofocas e pasmem! Receitas… Eu folheava calmamente um livro recém adquirido na Cultura, quando a monga perguntou se eu já havia feito o tal do bolo. Até então, o acepipe nunca tinha me chamado a atenção. Mas agora, praticamente 1 mês após a pergunta buliçosa, a vontade de fazê-lo tornou-se absurda e incontrolável . Encontrei-o no meu livro da vez, com um nominho de Black and White Park Avenue… Sem dúvida , o bolo tem uma apresentação fantástica… A receita pareceu-me igualmente interessante, posto que leva chocolate derretido dentro e recheio de ganache. O trabalho de cortar e intercalar os discos me deixou excitadíssima… Eu preciso fazê-lo… Meu espírito audacioso resolveu que seria hoje o dia, para uma comemoração de aniversário de uma colega amanhã. Gastei 50% da verba destinada só de chocolate … 😀 Este bolo me chama, desafia-me… Que graça tem um bolinho comum? Eu quero o impacto da beleza aliada ao sabor. Eu quero “ohhhs” e “Humms” dos coleguinhas… Não.. Eu não sou e nunca fui modesta na cozinha. Não curto nada muito simplesinho. Eu preciso de receitas desafiadoras, das quais eu me orgulhe depois… “fui eu que fiz”. Mas, é claro, eu tenho medo. Falta de modéstia não quer dizer ausência de medo. Mas um medinho é saudável.
Resumindo a ópera, os trabalhos na minha cozinha só começarão a partir das 21 horas da noite, pós-treino de corrida.
Em breve notícias do acontecido.
Say a little pray for me.

Para que meus 2 ou 3 leitores não digam que este blog abandonou a gostosura da culinária, eu vos animo com a notícia de que adquiri um novo livro de receitas… O Baking for All Occasions, sugestão de Paty Scarpin do Technicolor Kitchen. Uma indicação destas, tem-se que acatar com respeito, dado o prestígio que a madame Scarpin tem nas artes da doçaria. Estou selecionando uma receita de torta bem absurda para uma festinha de aniversário aqui do trabalho. 🙂
Estou um pouco contrariada porque meu livro não veio novo, a contracapa está velhinha e tenho certeza que outras mãos o manusearam sem intenção de comprar. Humpf
Odeio imperfeições mas é a vida. :-/

Aproveitei a ida à Cultura e comprei O quarteto de Alexandria de Lawrence Durrel, estou precisando me entregar a um excelente livro de literatura… Que me prenda. Não costumo dar atenção aos modernos ou não-russos, mas de vez em quando abro uma exceção. Pelas primeiras páginas, já deu para notar o potencial do escritor. Entrei na leitura com aquela sensação de conforto, familiaridade que a gente só tem depois de ter lido 100 ou 200 páginas de um livro… Mas quando o escritor é bom mesmo, isto acontece bem antes… Foi o caso de Durrel. Espero ser bem surpreendida ao longo dos 4 livros. 🙂
Só lamento ter deixado o livro de contos completos de Lima Barreto… :-/ Eu me apaixone pela frase… "Fulano acodia pelo nome de… " Que lindo, acodir pelo nome. Ah… A última flor do Lácio…. 😉

Este blog passa por uma crise de identidade. Agora os assuntos se dividem entre corrida,comida e afins. Focar em uma só coisa não é bem especialidade geminiana… Que mal tem, não é? O que importa é fazer bem feito, tudo o que a gente se propõe. 🙂 Digamos que eu tenho tentado. E na tentativa de aperfeiçoar meu desempenho atlético(HAHAHA) comprei o Garmin Forerunner 405. Ai, espero ansiosamente pela chegada da aquisição que mudará minha performance nas corridinhas. Por que não me basta correr, tenho que ganhar alguma coisa, ainda que seja tempo. Adoro desafios. Talvez as corridas agradem aos impacientes porque a gente chega correndo, bem à frrente dos calmos, que chegam andando. E uma coisa peculiar às mentes dos ansiosos, é o turbilhão de pensamentos que sobrecarregam o cérebro… A corrida proporciona um cansaço físico que nos devolve a sintonia entre o corpo e a mente… Ambos cansados, podem repousar ao final do dia.
Correr para mim, transformou-se na melhor atividade de expurgo das perturbações interiores, dos estresses e de tudo o que nos desassossega. Sempre ao final dos meus treinos estou sorrindo das coisas que me atormentavam hora antes.
É claro que por ter se tornado a minha atual paixão, ando lendo tudo, vendo tudo , inscrito-me em todas as corridas da cidade. E vamos lá… Rumo à Meia Maratona do Rio no próximo ano… 🙂

Corrida e Comida

Neste feriado, fiz duas coisas que adoro: correr e comer. 🙂 Domingo foi dia de comida baiana em território pernambucano… Sururu, acarajé e moqueca no cardápio. Foi a primeira vez que me arrisquei no sururu… Ô negócio difícil de limpar. Depois de inúmeras trocas de água e molho no vinagre, acho que consegui me livrar das casquinhas e da areia. Tentei prepará-lo na panela de barro, mas tinha tanto surruru e tanta verdura que tive que mudar para um caldeirão. Nossa… Remexer num caldeirão é muita responsabilidade…. Comida para muitos… Mas deu certo, ficou gostoso. 🙂

Para a sobremesa da festa dos 36 anos de casamento dos meus pais , fiz bolo de tapioca e uma torta espetáculo do Sky High, de banana com 5 especiarias chinesas. Estou amando as receitas daquele livro. Adorei misturar em casa as especiarias, já que foi impossível achar aqui… Meus comensais comeram bastante da torta, mas notei que se animaram bem mais com o bolo de tapioca… Que é meu xodó também…. 🙂

A alegria de comer em paz as calorias que quiser, não tem preço. Eu sabia que após um dia de festa, havia no outro dia, a maratona da Maurício de Nassau. Corri os 10km do percurso alternativo bem serelepe… Feliz da vida, subindo e descendo o viaduto das cinco pontas. Nossa… A alegria de correr e vencer obstáculos é indescritível. Só quem corre, sabe. A minha trilha sonora me anima, incentiva, empurra ladeira à cima. 🙂 E minhas frases de autoincentivo… "Yes, you can", em inglês… HAHA Hoje ainda sinto umas dores nos pés , mas já estou ansiosa pela próxima competição no domingo. Amando esta vida de atleta… Oh, yeah.

Panela de Barro

Comprei duas panelas de barro no Mercado da Encruzilhada na intenção de fazer uma moqueca . Dizem que peixe combina bem com panela de barro. Não sei porque, mas reza a lenda.. Estou curiosíssima se o resultado ficará melhor. Só lamento não ser a panela dos meus sonhos. Não tem tampa. E agora? :-/

Mário me enviou, de presente, umas especiarias do Mercadão de São Paulo. Uma gentileza via ponte aérea. Que delícia ganhar aquele pacotinho perfumado de temperos que virarão comida gostosa. Hummmm Lemon and Pepper, Garam Masala e umas outras misturas que vou descobrir o que é usando. Perguntei ao cidadão o que eram aqueles pacotinhos não identificados e ele , com a mesma doçura com que me enviou o presente, sugeriu que tocasse fogo e verificasse se saia fumaça. 🙂 Nossa. É cada amizade que a gente tem que cultivar em troca de 100g de especiaria indiana…. 😉
Os temperos, por enquanto, ficam aguardando o seu destino… Minha preocupação maior agora é o que farei para o almoço de casamento dos meus pais. São 36 anos de união. Eles merecem uma comemoração mais que especial. Pensei em algo regional, para variar. Alguma coisa que me permitisse a utilização indiscriminada da pimenta e da cachaça. A sobremesa já está decidida. Farei uma torta de banana do Sky High. Depois do sucesso da primeira receita, perdi o medo de confiar na Alice Medrich….. Só preciso tomar cuidado para que, nas pressas, não confunda teaspoon com tablespoon, coisa que fiz da última vez com o bicarbonato de sódio. 😀 E pensar que spoon foi uma das primeiras palavras que aprendi em inglês aos 9/10 anos de idade. Ainda lembro da musiquinha na quarta série que a professorinha cantava para que a gente decorasse como se dizia colher, garfo e faca. Naquele tempo em que minhas carnes ainda eram jovens e tenras como a de um peru de natal de 4,5kg, eu já gostava de estudar outras línguas. E quem sabe já dali meus talento(ou pretensão) para a cozinha já não se anunciava ? Se eu tivesse prestado mais atenção nas aulas de matemática, hoje não teria preguiça para fazer os cálculos de frações e equivalências que algumas receitas pedem. Para quem pensa que culinária é brincadeira, fica a dica: estudem línguas e matemática. 🙂